Blog Artenata | Post

Um blog dedicado à arte, ao artesanato e à cultura popular brasileira.
14 February 2015

Arte Brasileira e o Bumba-Meu-Boi I Figura típica do Brasil.

A arte brasileira aparece em forma de festa folclórica com o Bumba-Meu-Boi, que é uma das figuras mais tradicionais do Brasil. Ela conta a história de um casal de escravos, cuja mulher está grávida e tem desejo de comer língua de boi. Para atender suas vontades, seu marido tem de matar o boi mais bonito da fazenda. Quando o dono do animal percebe que ele morreu, convoca curandeiros e pajés para ressuscitá-lo. Quando o boi volta à vida, toda a comunidade celebra.

O festejo do Bumba-Meu-Boi surgiu nessas fazendas de criação de gado, e reúne influências africanas trazidas ao Brasil pelos escravos. Por conta disso, a festa sofreu grande repressão no início, e as pessoas que dela participavam chegaram a ser perseguidas pelas elites nordestinas e também pela polícia. A festa chegou a ser proibida entre 1861 e 1868.

A brincadeira aparece no Carnaval do Recife como uma forma derivada do Bumba-meu-boi, auto de Natal que representa a morte e ressurreição do boi. Os Bois de Carnaval são caracterizados pela simplicidade, improviso e irreverência. Levam para a rua uma grande variedade de personagens, classificadas como figuras humanas, animais e fantásticas. No entanto, a encenação é típica nos meses de junho e julho, quando acontecem as festas juninas no Brasil. Em dezembro de 2009, o Governo Federal instituiu o dia 30 de junho como Dia Nacional do Bumba-meu-boi. A festa também é registrada como patrimônio histórico do País.

A arte brasileira em formato de esculturas da foto são de cerâmica e são feitas na região do Alto do Moura – um bairro da cidade de Caruaru em Pernambuco – que possui uma importante produção de arte brasileira em cerâmica. A maioria dos trabalhos feitos na região retrata o cotidiano típico do Nordeste Brasileiro.

Um dos artesãos mais famosos do local é o Mestre Vitalino, que se tornou um dos principais nomes da Arte Brasileira. Ele começou a modelar o barro ainda pequeno, e suas obras ganharam reconhecimento apenas em 1947, quando o artesão já tinha 38 anos. Hoje em dia, a arte brasileira feita com barro no Alto do Moura são comumente chamados de “Vitalinos”.

 

//

 

The festival of the “Bumba-Meu-Boi” is one of the most traditional folklore dances of Brazil. It tells the story of a couple of slaves, whose wife is pregnant and has the desire to eat ox tongue. To attend her wish, her husband had to kill the most beautiful ox of the farm. When the animal owner realizes that it died, healers and shamans where called to resurrect it. When the ox was brought back to life, the whole community celebrates.

The celebration of the “Bumba-Meu-Boi” appeared in these livestock farms, and brings together African influences brought to Brazil by slaves. Because of this, the party suffered great repression at the beginning, and the people who participated came to be persecuted by the Northeastern elites and also by the police. The party was banned between 1861 and 1868.

The figure appear in Recife carnival, as a derivation from the original folklore dance. The carnival Ox is filled with simplicity, creativity and irreverence and, when in the streets, has a huge variety, classified as human, animal and fantastic figures. However, the staging is typical in the months of June and July, when the June festivals take place in Brazil. In December 2009, the Federal Government established the June 30 as National Day of “Bumba-Meu-Boi”. The party is also registered as historical heritage of the country.

The sculptures of the picture are made with ceramic in the region of Alto do Moura – a district of Caruaru city on Pernambuco state – that has an important handicraft production in ceramics. Most work done in the region portays the typical daily life of the Brazilian Northeast population.

One of the most famous local artisans is the Vitalino Master, who became one of the top names in Brazilian Popular Art. He began modeling the clay when he was still a child, and his works have gained recognition only in 1947 when the craftsman was already 38 years old. Today, the handicrafts made with clay in Alto do Moura are commonly called “Vitalinos”.

 

Texto e foto: Larissa Pampolha

Leave a Reply